WSS#3, é uma performance audiovisual que combina musica digita, projeção de luz e vídeo em tempo real. Constrói um universo que busca na imagem e no som a sua capacidade de transfiguração espacial, explora processos da percepção e como eles organizam o espaço à nossa volta.

Através da projeção de elementos gráficos, como linhas e perspectivas, gerados pelo software max/jitter e gobos de luz confeccionados para esta performance, cria planos de realidade e tempo multifacetados, transportando o espectador por várias camadas graficas que alteram a percepção. A composição musical é feita em fase invertida, confundindo os sentidos e as referências espaciais.

O espaço é mapeado visando à quebra do frame, fundindo a luz, o vídeo e o cenário, possibilitando projeções em diversos objetos e superfícies, explorando diferentes profundidades e camadas. Enquanto o video se integra às superfícies, a luz por ter uma característica mais etérea, dissipa as imagens.

A performance se adapta a diferentes desafios de espaço, pode ser apresentada em palco italiano ou nos mais diversos espaços alternativos, se apropriando da arquitetura inicial, para transgredir, confundir e criar novas percepções espaciais, sugerindo sensações que direcionam o olhar do espectador para um espaço onírico e heterotópico, criado por elementos etéreos que desaparecem num piscar de olhos ao final da performance, quando o espectador é levado a ver novamente apenas um espaço “vazio”. WSS#3 propõe discutir a utilização de mídias digitais na arte e na criaçao de ambientes heterotopicos.

Objetivo:

A arte contemporânea aponta cada vez mais, para caminhos colaborativos, de união e de aprofundamento sobre como a arte interfere e reflete o mundo que se transforma a cada instante, ao nosso redor. Entre tantas questões, a tecnologia nos faz repensar a produção criativa da arte a partir das novas ferramentas não desconectadas dos antigos estudos desenvolvidos por cientistas, matemáticos, físicos e filósofos. Ciências exatas, filosofia e arte unidos para ajudar a despertar um sentimento simples e complexo: a percepção.

O coletivo Zilch formado por Karina Montenegro, Mirella Brandi e Muepetmo, explora na imagem e no audio a sua capacidade de transformação espacial, de alteração perceptiva da realidade e de transposição de códigos reconhecidos. Zilch se utiliza de diferentes tipos de espaços como palcos e espaços alternativos com a intenção de transformar o lugar inicial sem alterar suas características iniciais e transportar o espectador para uma realidade heterotópica, utilizando para isso apenas composicões de luz, video e audio.

Zilch propõe ambientes imersivos a partir de elementos etéreos e fugazes: a luz (energia vibrando em baixa frequência) e o som (ondas acústicas) para gerar alterações perceptivas da realidade através da perda de referência do espaço inicial, transportando o espectador por caminhos oníricos com elementos criados virtualmente e que desaparecem instantaneamente sem deixar vestigios.

Performances de imersões lúdicas e ambíguas, que discutem a força da imagem e do som como armas potentes de manipulação da realidade, gerando reflexões e interpretações multifacetadas e contraditórias, reflexo do mundo em que vivemos.

Links:

http://www.zilch.com.br

http://thecreatorsproject.com/pt-br/creators/zilch

http://thecreatorsproject.com/pt-br/blog/novos-planos-de-realidade

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