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TEKO ARANDU: Centro de Cultura Digital Kaiowá.

http://www.tekoarandu.org

projeto inscrito por neimar machado de sousa

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Essa iniciativa visa fortalecer a autonomia dos Kaiowá e Guarani de Caarapó, MS, e contribuir na formação de acadêmicos indígenas e multiplicadores no uso de novas tecnologias da informação e comunicação. Uma das características da proposta é o trabalho conjunto com a comunidade indígena mediante a articulação entre lideranças tradicionais e professores, ligados aos programas de formação de professores, como o Ará Verá (tempo iluminado na língua Guarani) e acadêmicos indígenas do Programa Rede de Saberes, voltado à permanência de jovens indígenas na Universidade. Os trabalhos coordenados, envolvendo acadêmicos e projetos culturais, voltados para os jovens, são muito relevantes num contexto em que 54% da população indígena guarani tem menos de 19 anos. Assim, projetos culturais e tecnologias da informação são, potencialmente, ferramentas contra o preconceito e a favor da afirmação cultural, elementos diretamente ligados às demandas por território. Para otimizar essa atuação das comunidades como gestoras de seus territórios, sua diversidade e identidade cultural, esta proposta investe na manutenção e fortalecimento da infra-estrutura de comunicação e informação, além da qualificação de jovens indígenas para a operação dos equipamentos digitais e multiplicação dos conhecimentos entre os moradores da aldeia Te’ýikue, objetivando sempre a autonomia da comunidade local no manuseio de novas tecnologias.
Utilizando recursos como georreferenciamento, radiofonia, acesso à internet e demais instrumentos audiovisuais, os povos tradicionais passam a ter condições mais favoráveis de promover intercâmbios, efetuar registros e divulgação de atividades, de modo a possibilitar a manutenção e a transmissão de praticas culturais tradicionais, que colaboram para o fortalecimento identitário e para a promoção da diversidade étnica brasileira.
No entanto, para que esses recursos e novas tecnologias contribuam efetivamente para o fortalecimento cultural e da autonomia interna da comunidade, não basta a sua disponibilização. É fundamental um amplo acompanhamento que permita um diálogo constante entre os Kaiowá, técnicos e multiplicadores. Para isso, consideramos fundamental a participação dos acadêmicos extensionistas, e condições de deslocamento da equipe à terra indígena. Considerando, ainda, a sustentabilidade técnica e a continuidade do trabalho proposto. Queremos destacar a integração com a universidade e os cursos de jornalismo e rádio e TV, com seus laboratórios.

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