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REDE CULTURA DIGITAL INDIGENA NO FESTIVAL CULTURADIGITALBR
Apresentação
Um projeto de conceito em etnomidia em SL (Software Livre) e transição pelo SP (Software Proprietário), para construção de uma rede social colaborativa que gerem conteúdo tecnológico comunitário, de conhecimento, cultural, informativo e de compartilhamento com os povos originários e não indígenas com conteúdo Creative Common, assim levando o conhecimento a partir de uma mídia étnica e critica pelo olhar dos povos originários em alianças estratégicas para ensino e qualificação de não indígenas da área de TIC em Software Livre e Softwares Proprietários.
OBJETIVO GERAL: Capacitar povos originários nas tecnologias de código livre e proprietário caso não tenhamos acesso a tecnologia livre adequada culturalmente, qualificação pratica para uso colaborativo em tecnologia de informação e comunicação dentro e fora das aldeias indígenas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Incentivar a produção de textos, imagens, e vídeos com o uso da tecnologia conceituado pela etnomidia; Facilitar o diálogo intercultural acesso à informação e comunicação para diferentes etnias indígenas; Possibilitar o resgate e registro do patrimônio imaterial.
Justificativa
Foi criada uma rede de cultura digital indígena no I° SIMPÓSIO INDÍGENA SOBRE USOS DA INTERNET EM COMUNIDADES INDÍGENAS DO BRASIL, Universidade de São Paulo (USP) – SP realizado durante o período de 24 a 27 de Novembro de 2010, E com a nossa aprovação nós indígenas das Etnias presentes ao evento: Baniwa, Caripuna, Guajajara, Guarani, Ikpeng , Jaminawa , Kuikuro, Pankararu , Piratapuia , Surui , Tapeba , Tupinambá , Xakriabá e Yekuana , nós cremos na constituição de um marco histórico na Cultura Indígena no Brasil ao criar e gestar uma Rede das Redes Indígenas Digitais conectados e que irão gerar Redes Vivas Sociais e Cultural e que venham colaborar com o entendimento para a população brasileira não indígena quem somos neste país. Autodeterminação e autonomia dos povos indígenas, Diálogo intercultural, Ética Inter-étnica, O Respeito à diferença cultural, Direitos diferenciados, Transversalidade da cultura, Etno-desenvolvimento, Protagonismo indígena, Proteção aos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade, Respeito aos direitos autorais coletivos e propriedade intelectual. Este e o objetivo principal com a criação desta REDE CULTURA DIGITAL INDIGENA, Queremos neste evento apresentar com nossas experiências sócias, culturais e digitais e os avanços que nós obtivemos em nossas aldeias, por meio de bate papos (rodas de prosas) com interessados na dinâmica da cultura digital e que hoje estão presente também na cultura indígena brasileira e criar uma rede das redes indígenas. São princípios do Plano Setorial para as Culturas Indígenas aqueles adotados pelo Plano Nacional de Cultura, acrescentando-se os princípios e a qual também nós adotamos:
➡ Autodeterminação e autonomia dos povos indígenas
➡ Diálogo intercultural
➡ Ética Interétnica
➡ Respeito à diferença cultural
➡ Direitos diferenciados
➡ Transversalidade da cultura
➡ Etnodesenvolvimento
➡ Protagonismo indígena
➡ Proteção aos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade
➡ Respeito aos direitos autorais coletivos e propriedade intelectual
Intervenção
Durante o evento reunir e fazer bate papos abertos, buscar intervenções de presenças nas demais ações do Festival CulturaDigitalBr e durante o evento desenvolver coletivamente o portal da rede em WordPress que será um radar para indexar demais blogs, web e portais indígenas onde seu conteúdo ira atualizar a rede com informações via RSS e que ira ser postada automaticamente na Lista de Noticias indígenas vindo diretamente da fonte com seus aspectos únicos de quem realmente entende e é cultura indígenas indo para a primeira pagina conteúdo, assim reenviada para todas a redes e mídias sociais for ferramentas que iremos coletivamente nomear como ideal para nós.Objetivo e levar as 16 etnias podendo chegar a 30 etnias, que deu-se a totalidade representantes indígenas que de formaram democraticamente a constituição da REDE DE CULTURA DIGITAL INDIGENA onde esta aberta para demais etnias participarem sem limites apenas com a vontade de estar e participar e contribuir com a coletividade da cultural digital indígenas gerando trocas de informação, experiência e conteúdo para fomentar a redes com diversidade de informação de cultura indígena Romper com a marginalidade dos povos indígenas em relação ao acesso aos bens culturais do país.
Esperamos articular através de redes sócias vivas e digitais os meios práticos de poder ajudar nossos parentes com documentação, cidadania, tecnologia da informação e comunicação, e apoiando na criação de blogs de suas etnias e individuais onde possamos mostra ao Brasil e demais povos do Mundo nossa presença ainda na cultura e o nosso toque cultural, nosso olhar de nós para nós em relação a nossa cultura e buscar parcerias para dinamizar estas ações em in loco. É a falta de cultura que não percebe a importância da cultura no desenvolvimento de um país. A educação ensina a ler e escrever, mas só a cultura ensina a enxergar Ao patrocinar novos talentos culturais, uma empresa agrega à sua marca o valor de quem sabe “apostar no futuro”. A educação ensina a ler e escrever, mas só a cultura ensina a enxergar, “Estamos abertos para discutir outras formas de retorno de interesse da empresa”.
Ata do I Simpósio Indígena sobre Usos de Internet nas Comunidades Indígenas do Brasil
As lideranças e indígenas, reunidas no I Simpósio Indígena sobre Usos de Internet nas Comunidades Indígenas do Brasil durante os dias 22 a 26 de Novembro de 2010, na sala da antiga biblioteca do Prédio de História e Geografia da FFLCH na USP (Universidade de São Paulo) em São Paulo-SP, após amplos debates chegaram às conclusões que seguem sobre o uso da Internet nas Comunidades Indígenas:
As dificuldades existentes:
- Dificuldade de Conexão: a antena Gesac que hoje se encontram nas Aldeias Indígenas não tem suprido a necessidade de conexão nas aldeias, tendo inclusive falhado constantemente em algumas Comunidades. São poucos os pontos de conexão nas aldeias Indígenas. A velocidade disponibilizada não permite downloads, upload; Muitas Aldeias onde foi prometida a instalação de conexão ainda não foi instalada.
- Falta de equipamentos: os equipamentos que chegam às aldeias são muitas vezes velhos sem funcionar, os programas não são de fácil uso, equipamentos e software ultrapassados; é preciso tornar mais simples (desburocratizar) o processo aquisição de Kits de Infocentros.
- Falta de manutenção: é necessário a formação de uma equipe indígena para manutenção dos computadores nas Comunidades Indígenas;
- falta de formação de equipe técnica nos pontos de acesso (equipe de multiplicadores): é necessário formação de indígenas multiplicadores do uso das máquinas.
- falta de comunicação entre os indígenas que usam a internet
Encaminhamentos:
Diante de tudo que foi levantado e discutido pelos parentes presentes, ficou acordado a criação de uma Rede das Redes, um espaço que aglutinaria todas as redes, sites e blogs indígenas hoje existentes, para melhorar o diálogo entre os povos indígenas, fortalecer a cultura e ser um espaço de cobrança de nossos direitos.
Ficou claro que é urgente que mais aldeias sejam conectadas uma vez que é uma necessidade para uma maior comunicação com o mundo externo às aldeias e entre nós mesmos. A internet nas aldeias é uma ferramenta para buscar melhorias para as Comunidades Indígenas, daí a URGÊNCIA em solucionar os vários problemas que existem nas Aldeias como a conexão (muito lenta isso quando funciona), a falta de Computadores (muitos estão ultrapassados e sucateados) e demais questões acima citadas.
É necessário que tenham mais encontros como estes pois é de suma importância discutir o tema da Internet nas aldeias, melhorias das condições do uso desta internet e o fortalecimento das Rede das Redes que chamados Rede Digital Cultura Indígena.
Por fim ficou a cargo da Rede Índios on Line e Web Brasil Indígena nas pessoas de Graciela Guarani, Alex Pankararu, Potyra Tê Tupinambá e Anapuáka Muniz Tupinambá Hãhãhãe dar o suporte para os povos que ainda não tenham seus sites e blogs e também na criação do espaço virtual das Rede Digital Cultura Indígena.
01. Josinei Aniká dos Santos [Karipuna]
02. Maurício Yekuana [Yekuana]
03. Elizeu Nascimento Pedrosa [Piratapuia]
04. Raimundo Benjamim Baniwa [Baniwa]
05. Daniel Baniwa [Baniwa]
06. Jean Hundu Arara Jaminawa [Jaminawa]
07. Almir Narayamoga Suruí [Suruí]
08. Chicoepab Suruí [Suruí]
09. Takumã Kuikuro [Kuikuro]
10. Kumaré Txicão [Ikpeng]
11. Karané Txicão [Ikpeng]
12. Devanildo Ramires [Guarani Kayowá]
13. Elivelton de Souza [Guarani Kayowá]
14. Paulo Gomes Guajajara [Guajajara]
15. Edivan dos Santos Guajajara [Guajajara]
16. Járdilla Simões Jerônimo [Tapeba]
17. Alex Pankararu [Pankararu]
18. Graciela Guarani [Guarani Kayowá]
19. Potyra Tê Tupinambá [Tupinambá]
20. Anapuáká Muniz Tupinambá Hã-hã-hãe [Tupinambá Hã-hã-hãe]
21. Lucas Benite Xunu-Miri [Guarani Mbya]
22. Nélida Rete Venega [Guarani Mbya]
23. Ataíde Vilharve [Guarani Mbya]
24. Jonesvan Xakriabá [Xakriabá]
São Paulo, 26 de novembro de 2010
Saiba mais: http://www.usp.br/nhii/simposio/
Fotos: http://www.flickr.com/photos/56376863@N06/sets/72157625345707337/
Anápuáka Muniz Tupinambá Hã-hã-hãe (Etnia Tupinambá)
TI Caramuru Catarina Paraguassu – Aldeia Água Vermelha / Pau Brasil – BA
TIC e Agente Cultural Indígena
Conselheiro Suplente da Região Sudeste do Colegiado Setorial de Cultura
Indígena / Ministério da Cultura – Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC
Residente em Rio de Janeiro – RJ
MSN: erickmuniz@ig.com.br
Gtalk: anapuakamuniztupinamba@gmail.com
Twitter:@anapuaka / @anapuakamuniz
Skype:anapuakamuniz
ICQ: #637254466
Emails: anapuakamuniztupinamba@gmail.com
Tel/Cel: +55(21)8803.5550 / 9587.3732
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