Home // Projetos inscritos //

ADa Machine

http://cinthia.mobi/adamachine/

projeto inscrito por Cinthia Mendonça

O projeto ADa Machine é o encontro de mulheres de diferentes áreas profissionais empenhadas na interação de éticas e linguagens estéticas aplicadas a cena multimídia e na convergência da realidade feminina na sociedade, no mundo da arte, da tecnologia e da ciência. Buscamos criar possíveis narrativas que se expressam em diferentes linguagens: movimento (corpo), audiovisual e programação computacional, reunindo poética e prática da tecnologia livre.

O objetivo do projeto ADa Machine é promover o intercambio de conhecimentos livres entre as mulheres que trabalham e pensam temáticas relativas a política, ciências, corpo, arte, tecnologia, propiciando o fortalecimento de uma rede feminina de pensamento, produção e investigação.

Do encontro pode nascer um produto em forma de performance, artigo, instalação, sonoridades, ou seja, o que criamos parte dos saberes e dos desejos compartilhados. Assim como depende do tempo que disponibilizamos para criar e do espaço que ocupamos enquanto criamos. Nosso conhecimento é livre, nossas ferramentas são livres. A regra estabelecida é: fazemos nós mesmas!

ADa Machine inicia seus trabalhos em dois espaços-referência internacionais de arte e tecnologia: Hangar (Barcelona-Espanha) em uma Residência de 2 semanas (http://www.hangar.org/drupal/?q=content/ada-machine-experiment-1) e MediaLab Prado (Madri-Espanha) onde participa do seminário Desvisualizar (http://medialab-prado.es/article/desvisualizar_proyectos_seleccionados). O primeiro encontro do grupo encerra-se no Centro de Arts Santa Mónica em Barcelona, onde apresentam o resultado das 3 semanas de trabalho. (http://www.artssantamonica.cat/activitats.aspx?any=201107283#activitat283).

Do primeiro encontro nasce a performance: ADaMachine Experimento # 1. Neste primeiro experimento o elemento escolhido para trabalhar foi a presença. A presença física e a presença virtual (através de meios de comunicação da internet) seria o elemento chave, nossa matéria-prima poética, o ponto de partida. Havia um desejo em comum em falar sobre os mecanismos de gerar presenças virtuais e as qualidades das presenças geradas por eles: streaming, videoconferência, telepresença, paisagem sonoras e por fim a presença física propriamente dita. Desta maneira começamos a construir a nossa Máquina de fazer presenças, ou seja, nossas experimentações em relação a ferramentas e a linguagem. Narrativas feitas a distância, transmitidas de lugares distintos e recebidas em um lugar comum, programação de uma plataforma de videoconferência, ensaios com atores e performers, programadora e editora de vídeo (ao vivo e on line), gravação de sonoridades para a construção da paisagem sonora ocupada por diversas vozes, diversos idiomas, ruídos, cacofonias…

Queremos contar contar pra vocês, um pouco sobre nossa vivência coletiva na elaboração e execução de um projeto autônomo, partindo do nosso Experimento #1 e a maneira como esse encontro foi gerado e gerido coletivamente. Falaremos das diferentes fases de um processo não linear, que envolve as economias de criação e de afetos assim como, as distâncias geográficas. Como esse primeiro encontro foi viabilizado em termos de estruturas, ferramentas e deslocamentos? Vamos dialogar sobre como um trabalho de criação pode ser realizado dentro de um grupo tão heterogênico e quais foram os principais pontos de convergência de desejos, afetos e saberes.

Sobre Ada Lovelace
Ada Lovelace, uma mulher do sec XIX, nasceu em Londres, filha de Lord Byron e da matemática Isabelle Milbanke. Influenciada pela mãe, tornou-se matemática e foi a primeira pessoa que se tem notícia, a programar um computador. Ada cresceu envolta a cálculos e longe dos livros de poesia, seus pais se separaram quando ela ainda era um bebê. Dizem que Byron nunca voltou a vê-la. Nas conferências que frequentava, a jovem Ada conheceu Charles Babbage, o inventor da Máquina Analítica ( um computador que mais parecia uma gigante máquina de calcular) e o convenceu que sua Máquina podia fazer muito mais do que simples cálculos numéricos. Ada compreendia como ninguém a invenção de Charles e os dois cientistas trabalharam juntos durante muitos anos no desenvolvimento da Máquina Analítica. Inspirada nos teares franceses, Ada propõe o uso de um cartão cheio de furos (0 e 1 ) para programar a Máquina. Ela é considerada a inventora da programação.

Sobre o Experimento #1:
4 pessoas localizadas em cidades diferentes transmitem imagens de sua intimidade cotidiana: cozinha, sala, banheiro, sala de máquinas do elevador. Fome, Cross-dressing, aceio, sexualidade, permeiam a narrativa composta a partir da junção dos 4 quadros que são projetados na sala onde o publico está.

O performer vê na plataforma que programamos para “vídeo-conferência” sua transmissão, a transmissão dos outros 3 participantes e ainda o streaming geral feito por uma câmera fixa e uma câmera móvel.

O streaming geral é conduzido pelos performers, ou seja, a câmera fixa capta o todo, enquanto a câmera móvel pregada ao corpo de quem realiza a transmissão, estará circulando pela sala ao comando dos performers e do público on-line. As imagens das transmissões que recebemos são manipuladas (texturas) e editadas ao vivo (entradas e saídas de quadros).

A narrativa esta sendo construída em tempo real. Participam dessa narrativa: atores, editores, câmeras e público (físico e virtual).

Participam presencialmente deste encontro: Andrea Melissa Salvador (Buenos Aires), Cinthia Mendonça ( Minas Gerais), Laura Malinverni – Minipimer.tv (Barcelona), Lisa Kori Chung (Hawai), Maíra Sala (Barcelona), e Paloma Oliveira (São Paulo). Virtualmente participam: Luciana Fleischman (Rosário-AR), Thiago Hersan (São Paulo) e Virginia Maria (Rio de Janeiro).

Durante o Festival de Cultura Digital, gostaríamos de compartilhar sobre a experiência de trabalhar dentro de uma dinâmica de diversidade e heterogenia onde diversas autonomias trabalham em conjunto para garantir as diversas economias demandadas: finanças, afetos, criação. Entenda por finanças os investimentos e apoios que fizeram possíveis este primeiro encontro, por afetos as relações e colaborações que permeiam o processo e por criação todo o empenho e envolvimento seja físico, mental ou emocional que alavanca ou alimenta, como combustíveis, a nossa máquina.

Comentários

 

Please log in to vote

You need to log in to vote. If you already had an account, you may log in here

Alternatively, if you do not have an account yet you can create one here.