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Data e local
Mostra de Experiências
2 de dezembro, 2011
das 18:35h às 18:50h -
Veja a programação completa
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O projeto ADa Machine é o encontro de mulheres de diferentes áreas profissionais empenhadas na interação de éticas e linguagens estéticas aplicadas a cena multimídia e na convergência da realidade feminina na sociedade, no mundo da arte, da tecnologia e da ciência. Buscamos criar possíveis narrativas que se expressam em diferentes linguagens: movimento (corpo), audiovisual e programação computacional, reunindo poética e prática da tecnologia livre.
O objetivo do projeto ADa Machine é promover o intercambio de conhecimentos livres entre as mulheres que trabalham e pensam temáticas relativas a política, ciências, corpo, arte, tecnologia, propiciando o fortalecimento de uma rede feminina de pensamento, produção e investigação.
Do encontro pode nascer um produto em forma de performance, artigo, instalação, sonoridades, ou seja, o que criamos parte dos saberes e dos desejos compartilhados. Assim como depende do tempo que disponibilizamos para criar e do espaço que ocupamos enquanto criamos. Nosso conhecimento é livre, nossas ferramentas são livres. A regra estabelecida é: fazemos nós mesmas!
ADa Machine inicia seus trabalhos em dois espaços-referência internacionais de arte e tecnologia: Hangar (Barcelona-Espanha) em uma Residência de 2 semanas (http://www.hangar.org/drupal/?q=content/ada-machine-experiment-1) e MediaLab Prado (Madri-Espanha) onde participa do seminário Desvisualizar (http://medialab-prado.es/article/desvisualizar_proyectos_seleccionados). O primeiro encontro do grupo encerra-se no Centro de Arts Santa Mónica em Barcelona, onde apresentam o resultado das 3 semanas de trabalho. (http://www.artssantamonica.cat/activitats.aspx?any=201107283#activitat283).
Do primeiro encontro nasce a performance: ADaMachine Experimento # 1. Neste primeiro experimento o elemento escolhido para trabalhar foi a presença. A presença física e a presença virtual (através de meios de comunicação da internet) seria o elemento chave, nossa matéria-prima poética, o ponto de partida. Havia um desejo em comum em falar sobre os mecanismos de gerar presenças virtuais e as qualidades das presenças geradas por eles: streaming, videoconferência, telepresença, paisagem sonoras e por fim a presença física propriamente dita. Desta maneira começamos a construir a nossa Máquina de fazer presenças, ou seja, nossas experimentações em relação a ferramentas e a linguagem. Narrativas feitas a distância, transmitidas de lugares distintos e recebidas em um lugar comum, programação de uma plataforma de videoconferência, ensaios com atores e performers, programadora e editora de vídeo (ao vivo e on line), gravação de sonoridades para a construção da paisagem sonora ocupada por diversas vozes, diversos idiomas, ruídos, cacofonias…
Queremos contar contar pra vocês, um pouco sobre nossa vivência coletiva na elaboração e execução de um projeto autônomo, partindo do nosso Experimento #1 e a maneira como esse encontro foi gerado e gerido coletivamente. Falaremos das diferentes fases de um processo não linear, que envolve as economias de criação e de afetos assim como, as distâncias geográficas. Como esse primeiro encontro foi viabilizado em termos de estruturas, ferramentas e deslocamentos? Vamos dialogar sobre como um trabalho de criação pode ser realizado dentro de um grupo tão heterogênico e quais foram os principais pontos de convergência de desejos, afetos e saberes.
Sobre Ada Lovelace
Ada Lovelace, uma mulher do sec XIX, nasceu em Londres, filha de Lord Byron e da matemática Isabelle Milbanke. Influenciada pela mãe, tornou-se matemática e foi a primeira pessoa que se tem notícia, a programar um computador. Ada cresceu envolta a cálculos e longe dos livros de poesia, seus pais se separaram quando ela ainda era um bebê. Dizem que Byron nunca voltou a vê-la. Nas conferências que frequentava, a jovem Ada conheceu Charles Babbage, o inventor da Máquina Analítica ( um computador que mais parecia uma gigante máquina de calcular) e o convenceu que sua Máquina podia fazer muito mais do que simples cálculos numéricos. Ada compreendia como ninguém a invenção de Charles e os dois cientistas trabalharam juntos durante muitos anos no desenvolvimento da Máquina Analítica. Inspirada nos teares franceses, Ada propõe o uso de um cartão cheio de furos (0 e 1 ) para programar a Máquina. Ela é considerada a inventora da programação.
Sobre o Experimento #1:
4 pessoas localizadas em cidades diferentes transmitem imagens de sua intimidade cotidiana: cozinha, sala, banheiro, sala de máquinas do elevador. Fome, Cross-dressing, aceio, sexualidade, permeiam a narrativa composta a partir da junção dos 4 quadros que são projetados na sala onde o publico está.
O performer vê na plataforma que programamos para “vídeo-conferência” sua transmissão, a transmissão dos outros 3 participantes e ainda o streaming geral feito por uma câmera fixa e uma câmera móvel.
O streaming geral é conduzido pelos performers, ou seja, a câmera fixa capta o todo, enquanto a câmera móvel pregada ao corpo de quem realiza a transmissão, estará circulando pela sala ao comando dos performers e do público on-line. As imagens das transmissões que recebemos são manipuladas (texturas) e editadas ao vivo (entradas e saídas de quadros).
A narrativa esta sendo construída em tempo real. Participam dessa narrativa: atores, editores, câmeras e público (físico e virtual).
Participam presencialmente deste encontro: Andrea Melissa Salvador (Buenos Aires), Cinthia Mendonça ( Minas Gerais), Laura Malinverni – Minipimer.tv (Barcelona), Lisa Kori Chung (Hawai), Maíra Sala (Barcelona), e Paloma Oliveira (São Paulo). Virtualmente participam: Luciana Fleischman (Rosário-AR), Thiago Hersan (São Paulo) e Virginia Maria (Rio de Janeiro).
Durante o Festival de Cultura Digital, gostaríamos de compartilhar sobre a experiência de trabalhar dentro de uma dinâmica de diversidade e heterogenia onde diversas autonomias trabalham em conjunto para garantir as diversas economias demandadas: finanças, afetos, criação. Entenda por finanças os investimentos e apoios que fizeram possíveis este primeiro encontro, por afetos as relações e colaborações que permeiam o processo e por criação todo o empenho e envolvimento seja físico, mental ou emocional que alavanca ou alimenta, como combustíveis, a nossa máquina.
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