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	<title>Festival CulturaDigital.Br</title>
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	<description>Rj - 2 a 4 de Dezembro</description>
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		<title>Enearte leva programação de cultura digital a público universitário</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jul 2012 18:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabiagustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Construção da 4 edição]]></category>
		<category><![CDATA[enearte]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde 1988 na ativa, o Encontro Nacional dos Estudantes de Artes realiza a sua próxima edição a partir do dia 21 de julho no Rio de Janeiro em diversos espaços da cidade. Este ano, a comissão organizadora do encontro decidiu incorporar cultura digital como um eixo transversal à sua programação, inserindo uma série de debates [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft  wp-image-5167" title="cartaz enearte:festival" src="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2012/07/cartaz-eneartefestival.jpeg" alt="" width="244" height="346" /></p>
<p>Desde 1988 na ativa, o <a href="http://www.enearte.uerj.br/" target="_blank">Encontro Nacional dos Estudantes de Artes</a> realiza a sua próxima edição a partir do dia 21 de julho no Rio de Janeiro em diversos espaços da cidade. Este ano, a comissão organizadora do encontro decidiu incorporar cultura digital como um eixo transversal à sua programação, inserindo uma série de debates e atividades relacionadas ao tema. Web TV, stencil, VJing, Pinhole, cultura indígena, lan house, economia da cultura, empreendedorismo, novos paradigmas de produção e circulação de conteúdo, direitos do autor, remix são alguns dos assuntos a serem discutidos e demonstrados nos 9 dias de ação.</p>
<p>Veja a programação completa em:  <a href="http://www.enearte.uerj.br/programacao/" target="_blank">http://www.enearte.uerj.br/programacao/</a></p>
<p>A equipe do Festival Internacional CulturaDigital.Br, parceiro do Enearte, estará por lá e aproveitará a ocasião para dar início à construção coletiva da próxima edição. Apareçam para dar ideias e criar em conjunto&#8230;</p>
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		<title>Como foi a oficina Design Commons no Festival CulturaDigitalBr</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 04:06:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Renata Tonezi e Luiza Peixe A ideia de abrir uma roda de discussão no Festival sobre as metodologias a serem aplicadas em uma proposta de Design Livre surgiu durante a ação que envolveu o processo de criação dos cartazes colaborativos para o Festival. A ação não se tratava de premiar as melhores ideias através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Renata Tonezi e Luiza Peixe</p>
<p>A ideia de abrir uma roda de discussão no Festival sobre as metodologias a serem aplicadas em uma proposta de Design Livre surgiu durante a ação que envolveu o processo de criação dos cartazes colaborativos para o Festival. A ação não se tratava de premiar as melhores ideias através de um concurso, mas sim de incentivar o uso e a disseminação de projetos abertos entre a comunidade dos designers gráficos, digitais e artistas em geral, além de oferecer visibilidade aos colaboradores no site oficial do evento.</p>
<p>Recebemos um total 48 cartazes de diversas cidades do Brasil, incluindo outros países. Todos foram expostos no MAM Rio durante o evento, e receberam créditos no material de divulgação com a licença Creative commons BY-SA 3.0, que permite divulgação, livre adaptação e eventuais remixes.</p>
<p>Trabalhar de forma colaborativa ainda é um desafio dentro da comunidade dos designers. Além de levantar dúvidas e questionamentos sobre a forma ideal de como documentar as metodologias e técnicas utilizadas na criação de um projeto, gera algumas polêmicas sobre o assunto. A atividade que inicialmente seria uma oficina de remix denominada Design Commons contou com aproximadamente 50 pessoas, e se formatou em uma grande roda de discussão a céu aberto.</p>
<p>Esta atividade foi inspirada pela metologia aberta utilizada pelos desenvolvedores de software livre, que também tem sido discutida e utilizada por alguns grupos de designers de produto. Recentemente participei de um workshop muito interessante sobre o tema com o Henrique Monnerat (<a href="http://letslevo.com" target="_blank">letslevo.com</a>) e o Frederick Van Amstel (<a title="Corais" href="http://corais.org/" target="_blank">Plataforma Corais</a>), e pude aprofundar um pouco mais sobre esse assunto. Vale a pena conhecer o trabalho deles.</p>
<p>Foram mais de duas horas de atividade, onde a Luiza Peixe e eu (designers do Festival) pudemos apresentar o conceito que envolveu a ação, e contar como foi todo o processo da criação da identidade visual do Festival, que também nasceu de forma colaborativa. Em seguida o Henrique apresentou o trabalho que vem realizando com o processo de desenho industrial. Além de apresentar referências interessantes e alguns exemplos de trabalho colaborativo, ele disponibilizou a apresentação um post escrito por ele (www.letsevo.com/radar/item/274-design-commons).</p>
<p>Ao final foram discutidas e levantadas algumas alternativas de trabalho, que provavelmente terão impacto ao longo do processo com essa mudança de postura. Ficou claro que o designer/artista ainda tem certa resistência em relação a colaborar com seu trabalho via Creative Commons, e que ainda existem fatores não compreendidos. Compartilhar informações é uma das atividades mais antigas, não precisamos guardar segredos a sete chaves. Novas combinações podem criar novas linguagens e trazer mais conhecimentos, além de inspirar novas ideias. Esse episódio está apenas começando :)</p>
<p>O convite para a criação dos cartazes colaborativos e remixes dos mesmos continua disponível e aberta. Participem!</p>
<p><strong>Agradecimentos especiais a todos os colaboradores que enviaram seus cartazes e brilharam muito durante o Festival! São eles: </strong><br />
André Yamamoto, Angelo Bracht, Beá Meira, Beatriz Marmello Valle, Breno Assis, Bruno Thomaz Fernandes, Daniel Andrade, Daniel Faria de Freitas, Daniel Vincent, Danilo Ferrara, Denise Kosta, Drika Prates, Estevan Pelli, Fernanda Queiroz, Fernanda Reis Machado, Gisele Duarte, Guilherme Pocai de Almeida, Henrique Cesar Ramos Farias, Henrique Vaz Rodrigues Ileine Machado, José Afonso Karibé, Junior View, Kadu Spupanik, Kleber Cremasco, Laura Serra, Lucas Felipe, Lucas Pretti, Luiz Carvalho, Marcel Rodrigues, Marcelo Guedes Veltri, Marcelo S. Masili, Os Extendidos, Paulo Bueno, Paulo Henrique Martins, Rafik Mantarro, Raoni Pontes, Renan Tobias, Renato Botelho, Rodrigo Franco, Rodrigo Romano, Rozane Suzart Gesteira, Sheila Mara, Sonia R. Bacha, Tiago Costa de Souza, Tiago Vianna.</p>
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		<title>Abertura e participação cidadã na cultura digital
</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 22:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alinecarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[arena]]></category>
		<category><![CDATA[festival culturadigital.br]]></category>
		<category><![CDATA[minc]]></category>
		<category><![CDATA[política pública]]></category>
		<category><![CDATA[SNIC]]></category>
		<category><![CDATA[transparência hacker]]></category>
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		<description><![CDATA[A Arena do Festival estava dedicada a encontros e discussões sobre o digital, cultura e política. No domingo, 4 de dezembro, o espaço recebeu representantes do Ministério da Cultura para apresentar o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais, e debater abertura de dados, transparência no governo e participação cidadã na cultura digital. O debate, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Arena do Festival estava dedicada a encontros e discussões sobre o digital, cultura e política. No domingo, 4 de dezembro, o espaço recebeu representantes do Ministério da Cultura para apresentar o <a href="http://www.cultura.gov.br/site/2011/05/09/sistema-nacional-de-informacoes-e-indicadores-culturais-sniic/"><strong>Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais</strong></a>, e debater abertura de dados, transparência no governo e participação cidadã na cultura digital. O debate, que girou em torno da atual política do Ministério da Cultura para a cultura digital, foi apresentado pelo diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais do MinC, <a href="https://twitter.com/#!/americo_cordula">Américo Córdula</a> e o coordenador de Cultura Digital <a href="https://twitter.com/#!/josemurilo">José Murilo Jr</a>.</p>
<p align="JUSTIFY"><img title="José Murilo Jr., coordenador de cultura digital do Ministério da Cultura" src="http://farm8.staticflickr.com/7141/6467550009_e43830d114.jpg" alt="" width="455" height="302" /></p>
<p align="JUSTIFY">José Murilo inicia a discussão com um panorama histórico da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cultura.gov.br/culturaviva/category/cultura-e-cidadania/cultura-digital/" target="_top">Ação Cultura Digital</a></span></span> no Ministério, e faz referência ao ex-ministro Gilberto Gil na implementação dentro do governo da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cultura.gov.br/site/2008/06/16/gil-sou-hacker-um-ministro-hacker%E2%80%99/" target="_top">ética hacker</a></span></span>: conhecer bem um processo para poder alterá-lo. Em seguida, fala do projeto da criação de um <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cultura.gov.br/site/2011/05/09/sistema-nacional-de-informacoes-e-indicadores-culturais-sniic/" target="_top">Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais</a></span></span>, baseado na experiência da plataforma <a href="http://www.culturadigital.br/" target="_top">www.culturadigital.br</a>, criada em 2009 para promover o debate em rede na formulação de políticas públicas para o digital. “A ideia é passar do culturadigital.br para um cultura.br, reunindo o maior número possível de pessoas em torno do compartilhamento de informações sobre o que está sendo produzido e circulado em termos de cultura no país”.</p>
<p align="JUSTIFY">Ele acredita em uma nova forma para um sistema público de informações, baseado na discussão mundial em torno do “<span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_data" target="_top">open</a></span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_data" target="_top"> data</a></span></span>” (dados abertos, em português), mas que vá além da simples disponibilização de dados, buscando a apropriação destas informações: “o objetivo é criar um verdadeiro ambiente em rede, onde as pessoas possam criar um perfil, interagir com outras pessoas e organismos, customizar os dados disponibilizados. Queremos dar um passo além, buscando a integração de uma base de dados em um ambiente que qualifique o uso destras informações, pensando a questão da identidade, das relações sociais próprias das ferramentas digitais em rede. Trata-se de um reposicionamento do Estado a partir do que vem desta rede, como temos formulado em conjunto no movimento da cultura digital, e em espaços como este festival”.</p>
<p align="JUSTIFY">Murilo reforçou a importância de espaços de governança baseados no modelo multistakeholder, que reúne sociedade civil, governo e setor privado, como é o caso do <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cgi.br/" target="_top">Comitê Gestor da Internet Brasileira</a></span></span> (CGI.br). Para ele, é necessária uma reflexão conjunta sobre como responder aos arranjos do cenário digital, retomando a responsabilidade do Estado de atuar sob uma perspectiva de fato pública. Ele observa que empresas como a Google tem ocupado espaços de interesse público na internet ao oferecer hospedagem de conteúdo e mecanismos de busca. Ele atenta ainda para a importância da interoperabilidade de bases de dados e cita a digitalização de conteúdos como uma das preocupações atuais do Ministério &#8211; que tem investido na digitalização dos acervos da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.bn.br/" target="_top">Biblioteca Nacional</a></span></span>, da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.funarte.gov.br/" target="_top">Funarte</a></span></span> e da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cinemateca.com.br/" target="_top">Cinemateca Brasileira</a></span></span> de forma a integrar o SNIC.</p>
<p align="JUSTIFY">Neste sentido, é retomada a discussão em torno da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm" target="_top">Lei de Direitos Autorais</a></span></span>, que após passar por dois processos de <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/" target="_top">consulta pública</a></span></span>, será enviada em breve para votação do Congresso. A nova versão traz a proposta de um registro único de obras culturais sob uma licença pública através do SNIC: “O digital traz uma interessante possibilidade de registro unificado através de um gerenciamento alternativo e customizável, onde o autor decide o tipo de incentivo que deseja conferir a circulação de sua obra”. Ele explica que “a proposta do SNIC é reunir o registro autoral, uma licença customizável e a abertura de dados em uma arquitetura integrada de aplicações e serviços distribuídos em camadas de dados – ideia esta que já vem sendo pensada há muito tempo dentro dentro das discussões da cultura digital”.</p>
<p><img class="alignright" src="http://farm8.staticflickr.com/7020/6446443181_fee8968307.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p align="JUSTIFY">Sergio Branco, professor de direito da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.fgv.br/" target="_top">Fundação Getúlio Vargas</a></span></span>, aponta a preocupação com uma licença pública geral no que diz respeito à redução das diferentes licenças flexíveis hoje existentes – e cita o exemplo do <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.creativecommons.org.br/" target="_top">Creative</a><a href="http://www.creativecommons.org.br/" target="_top"> Commons</a></span></span> &#8211; a um modelo único exclusivo de licenciamento. Ele pergunta como está sendo prevista esta interoperabilidade entre licenças e lembra que tornar obrigatório o uso de uma única licença iria contra a <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a target="_top">Convenção de Berna</a></span></span> (tratado internacional de 1886 que regula o tema).</p>
<p align="JUSTIFY">Américo Córdula ressalta que o SNIC será criado no âmbito das ações do <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a target="_top">Sistema Nacional de Cultura</a></span></span> (SNC), que busca integrar as esferas federais, estaduais e municipais de gestão pública de cultura. Neste sentido, da mesma forma que o SNC prevê a criação de Planos Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura pelos próximos 10 anos, está compreendido no projeto o incentivo à digitalização e disponibilização de dados nas diferentes esferas da administração cultural. Ele conta que existem hoje mais de 600 municípios interessados em integrar o SNC, e que este debate certamente entrará na agenda eleitoral do ano que vem.</p>
<p align="JUSTIFY">Para ele, ao reunir políticas públicas flexíveis e pessoas interessadas nesta construção, criam-se novos tipos de interação na gestão cultural. O Secretário de Políticas Culturais do Ministério Sérgio Mamberti completa: “O Estado já esta engajado neste projeto, a sociedade também tem que assumir este compromisso”.</p>
<p align="JUSTIFY">Perguntado sobre experiências similares de open data no cenário internacional, José Murilo comenta: “A abertura de dados traz uma possibilidade de promoção de um diálogo direto entre sociedade civil e governo e novas formulações em cima disto. A abertura de dados públicos pode ser realizada das melhores e piores formas, e uma delas é a perspectiva de &#8216;balcão&#8217;, onde a informação é disponibilizada sem maiores preocupações com a apropriação da mesma. Até onde eu sei, a experiência do culturadigital.br ainda não foi replicada, não no sentido da qualificação de um ambiente em rede”.</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a target="_top">Leo Germani</a></span></span>, programador e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da política de cultura digital dentro do Ministério, retoma a discussão de digitalização de acervos. Ele aponta para uma estrutura que garanta o crescimento exponencial de uma rede estável, segura e acessível, com servidores distribuídos em rede, com backup descentralizados e uma interface pensada para o cidadão comum. Assim, sugere a aproximação do Ministério da Cultura com o Ministério de Ciência e Tecnologia, para que seja possível uma verdadeira compreensão do software como cultura, como parte do desenvolvimento cultural do país. Ele acredita que o governo deve tomar uma postura mais assertiva em relação à tecnologia, e não apenas criar demandas: “o estado não esta preparado para pensar tecnologia, está preparado apenas pra comprá-la”.</p>
<p align="JUSTIFY">Neste sentido, reconhece a importância da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.rnp.br/" target="_top">Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)</a></span></span>, que provê estrutura de conexão em grande parte do território acadêmico no país, mas ressalta que boa parte da produção cultural hoje não se encontra apenas dentro das universidades.</p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignleft" title="Sérgio Mamberti, Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura" src="http://farm8.staticflickr.com/7014/6477049405_37f205d6b8.jpg" alt="" width="359" height="541" /></p>
<p align="JUSTIFY">Thiago Skárnio, jornalista e coordenador do <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.ganesha.org.br/" target="_top">Pontão de Cultura Digital Ganesha</a></span></span>, completa sugerindo que a lei deve prever que criações financiadas com dinheiro público devem ser disponibilizados na internet, como uma forma de incentivo à circulação e acesso à cultura. Américo ressalta o caráter da transparência que tem guiado as ações do Ministério, citando o exemplo do Mapa da Cultura que está sendo construído, com a disponibilização de todos os dados do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) de 2005 a 2011.</p>
<p align="JUSTIFY">O jornalista e editor da <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.revistaforum.com.br/" target="_top">revista Fórum</a></span></span> Renato Rovai brinca que “alface não dá na internet”, e cobra do Ministério a continuidade de programas de fomento para além do anúncio de ações grandiosas, a exemplo do programa de Pontos de Mídia Livre, segundo ele, “abandonados” pela nova gestão. Américo explica: “O programa Cultura Viva foi um programa de governo e esse governo acabou. Por isso, a necessidade de sedimentação deste tipo de ação, e a ideia do PNC é justamente institucionalizar isso em termos de lei, o que se torna um dos principais desafios para 2012”. No sentido de políticas que envolvam tecnologia, o professor da Universidade Federal da Bahia lembra que “embora tenha um trabalho importante, a RNP não é o Ministério de Ciência e Tecnologia”, e cobra a atuação deste Ministério em uma política pública continuada.</p>
<p align="JUSTIFY">Carlos Affonso, coordenador adjunto do <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a target="_top">Centro de Tecnologia e Sociedade</a></span></span> da FGV, retoma a discussão em torno da nova lei de Direitos Autorais atentando para o paradoxo presente no artigo 105-A, que prevê um mecanismo de notificação e retirada de conteúdos que sejam compreendidos como infração de direitos autorais. Ele lembra que esta</p>
<p align="JUSTIFY">proposta foi amplamente rejeitada pela comunidade na discussão do <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.culturadigital.br/marcocivil" target="_top">Marco Civil da Internet</a></span></span>, e risca agora voltar de forma autoritária no novo projeto de lei.</p>
<p align="JUSTIFY">José Murilo esclarece que ao passo que a lei prevê a notificação por parte do detentor dos direitos, esta também compreende a contra-notificação por parte do suposto infringidor, levando a questão ao judiciário, enquanto o conteúdo permanece no ar. Rovai argumenta que este mecanismo continua sendo prejudicial ao interesse público: “Quem promove o processo sempre é a parte maior, que tem mais dinheiro, e se não for criada uma condição de participação legal popular a sociedade não vai recorrer à justiça, tanto que não tem ido”. Ele ainda pondera se o esquema de contra-notificação, que não existe na atual lei, seria de fato um avanço, uma vez que coloca os provedores em “uma situação complicada de polícia administrativa” e pode gerar uma “indústria de notificação em massa”. Murilo concorda com a colocação mas explica que esta discussão ocorre em diferentes esferas entre o Ministério e o Congresso, e que não se pode pautar tudo dentro do governo, neste contexto de disputa de forças.</p>
<p align="JUSTIFY">Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, questiona se a proposta de licenciamento público será compatível com outras licenças e pergunta qual seria a estratégia do Ministério para incentivar a apropriação desta ferramenta pela sociedade civil, argumentando que “colaboração tem limite”.</p>
<p align="JUSTIFY">Aline Carvalho, pesquisadora em políticas digitais, atenta que a discussão da implementação do SNIC deve girar em torno de políticas públicas para o fomento de novos arranjos produtivos baseados na colaboração, compartilhamento de dados e na troca de produtos e serviços. Aproveitando a presença da Secretaria de Economia Criativa do MinC no debate, argumenta: “É preciso pensar uma economia criativa brasileira. O Ministério deve retomar, e espero que o esteja fazendo, experiências como a <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cultura.gov.br/culturaviva/category/cultura-e-cidadania/economia-viva/" target="_top">Economia Viva</a></span></span>, desenvolvida no âmbito do Cultura Viva, que sistematizou debates e metodologias em torno de novos modelos de negócio próprios ao arranjo produtivo brasileiro. As indústrias criativas da Inglaterra nada tem a ver com o que se passa hoje no país, e por isso não devemos importar soluções prontas de outros países no que diz respeito a economia da cultura. O processo brasileiro – como o próprio culturadigital.br – é muito rico e próprio, e é preciso desenvolver respostas brasileiras para problemas brasileiros. E temos potencial, recursos e redes qualificadas para isso”.</p>
<p align="JUSTIFY">Luciana Guilherme, da Secretaria de Economia Criativa, explica que tem sido feito um mapeamento das experiências internacionais para que sirvam de material referência para a reflexão e criação de políticas culturais nacionais. Ela cita o exemplo do <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cultura.gov.br/site/2011/11/24/brasil-criativo/" target="_top">Plano Brasil Criativo</a></span></span>, que reúne diversos ministérios (como o da Cultura, Indústria e Comércio, Comunicações, Ciência e Tecnologia, Cidades, Esportes, Educação, Trabalho e Desenvolvimento Social) na criação de um programa nacional, onde a discussão é qualificada sob o olhar da cultura.</p>
<p align="JUSTIFY">Sergio Mamberti complementa que “esta interdisciplinariedade é fundamental para alcançar nossos objetivos. Estamos aqui, participaremos do Congresso do Fora do Eixo e do Fórum Social Mundial, estamos abertos a sugestões e tudo que foi discutido será levado em consideração nesta formulação”.</p>
<p align="JUSTIFY">José Murilo encerra o debate lembrando que “tudo que a gente falou aqui é influência direta de anos de reflexão coletiva. E não posso deixar de fazer referência aqui a <span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_P%C3%A1dua" target="_top">Daniel Pádua</a></span></span>, uma das pessoas que teve as primeiras sacadas em relação a criação de um sistema público de interação, disponibilização e apropriação de dados e conteúdos, sob a perspectiva de uma política pública integrada ao ambiente digital. Ele nos deixou justamente no dia da abertura do primeiro Fórum da Cultura Digital, o que talvez fosse um sinal que ele estivesse passando o bastão pra gente seguir em frente com isso. Como ele costumava dizer, &#8216;tecnologia é mato, o que importa são as pessoas&#8217;, e é por isso que estamos aqui. Um salve a D Pádua”.</p>
<p> </p>
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		<title>Jornalismo Digital é discutido em Santos (SP), em ação parceira do Festival
</title>
		<link>http://culturadigital.org.br/2012/03/jornalismo-digital-e-discutido-em-santos-sp-em-acao-parceira-do-festival/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2012 18:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabiagustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
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		<description><![CDATA[De 21 a 24 de agosto de 2012, o SESC Santos recebe uma programação intensa para discutir o jornalismo em tempos de revolução digital. &#8220;O jornalismo vai mal das pernas. O jornalismo nunca esteve tão próspero. Por mais absurdo que possa parecer, no cenário atual essas duas sentenças podem ser usadas em um mesmo texto. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De 21 a 24 de agosto de 2012, o SESC Santos recebe uma programação intensa para discutir o jornalismo em tempos de revolução digital. &#8220;O jornalismo vai mal das pernas. O jornalismo nunca esteve tão próspero. Por mais absurdo que possa parecer, no cenário atual essas duas sentenças podem ser usadas em um mesmo texto. A revolução digital, que começou nos anos 1960 e se acelerou a partir da virada do milênio, promoveu uma transformação profunda na forma de produzir e transmitir informações. Liberou um enorme potencial de independência, com o surgimento de sites, blogs e serviços de redes sociais, além de formas inovadoras de se contar uma história misturando texto, áudio, vídeo e programação em um único produto. Por outro lado, a nova conjuntura exigiu de instituições seculares a necessidade de se adaptar a esse novo ecossistema. Em situações extremadas, a expansão da internet levou ao encerramento de atividades, como no caso do jornal The New York Times, que vendeu a sua gráfica&#8221;, explica um texto no <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/santos/semanajornalismodigital/">site do encontro</a>.</p>
<p>A <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/santos/semanajornalismodigital/?page_id=12">programação</a> conta com vários parceiros de construção do Festival Internacional CulturaDigital.Br, como Rodrigo Savazoni, Daniela Silva, Giselle Beiguelman, André Deak, Sérgio Amadeu. Veja a <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/santos/semanajornalismodigital/?page_id=14">lista dos convidados</a>.</p>
<p>As conversas serão transmitidas ao vivo no site:<br/><br />
<a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/santos/semanajornalismodigital/">http://www.casadaculturadigital.com.br/santos/semanajornalismodigital/</a></p>
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		<title>Ocupações, revoluções, redes: articulação do movimento global</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 14:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alinecarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[gilberto gil]]></category>
		<category><![CDATA[indignados; ocupações; redes]]></category>
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		<description><![CDATA[Começa amanhã (24/01) o Fórum Social Temático 2012, em Porto Alegre. Um dos destaques desta edição &#8211; preparatória para o Rio+20 e a Cúpula dos Povos, em junho no Rio de Janeiro -, é o encontro Conexões Globais 2.0: Entre 25 e 28 de janeiro, a Casa de Cultura Mário Quintana irá receber desconferências, intervenções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começa amanhã (24/01) o <a href="http://www.fstematico2012.org.br/index.php?link=3">Fórum Social Temático 2012</a>, em Porto Alegre. Um dos destaques desta edição &#8211; preparatória para o Rio+20 e a Cúpula dos Povos, em junho no Rio de Janeiro -, é o encontro <a href="http://conexoesglobais.com.br/">Conexões Globais 2.0</a>: Entre 25 e 28 de janeiro, a Casa de Cultura Mário Quintana irá receber desconferências, intervenções artísticas e oficinas, além do <a href="http://www.forumdemidialivre.org/">III Fórum de Mídia Livre</a>, debatendo articulação em rede, de marcos civis para a internet até as ocupações de indignados ao redor do mundo. Saiba mais sobre a programação do Conexões Globais <a href="http://conexoesglobais.com.br/programacao/">aqui</a>.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://conexoesglobais.com.br/wp-content/themes/conexoesglobais/img/gov-rs-banner1.jpg" alt="" width="463" height="59" /></p>
<p>E para entrar no clima do encontro, confira o debate “Ocupações, revoluções, redes: articulação do movimento global”, que rolou durante o Festival Cultura Digital.Br:</p>
<p align="JUSTIFY"><em>A Primavera Árabe no Oriente Médio, o acampamento em Wall Street, os 99% indignados ao redor do mundo e os anônimos. Como a cultura digital altera a relação de tempo e espaço e possibilita mudanças velozes nesse mundo ligado e interconectado, em que tod@s são protagonistas?</em></p>
<p align="JUSTIFY">A primeira fala foi de <a href="http://twitter.com/toret" target="_top">Javier Toret</a>, filósofo e cyberativista do movimento <a target="_top">Democracia Real Ya</a> de Barcelona. O jovem contou da experiência do 15 de maio espanhol (conhecido como “15M”), como foram inspirados pelas revoluções no norte da África, as dificuldades de manter os acampamentos nas praças por um longo período e as estratégias para a próxima fase do movimento que, em sua opinião, é global: “se a democracia na época moderna era a invenção da liberdade, a democracia agora é a invenção do comum, do que nos une.Conseguimos criar um código fonte, como se fosse um software livre, e o colocamos à disposição de todos, porque nós também vimos como haviam feito nossos irmãos do mundo árabe”.</p>
<p align="JUSTIFY">Em seguida, <a href="http://www.quadradodosloucos.com.br/" target="_top">Bruno Cava</a>, blogueiro e participante do <a target="_top">OcupaRio</a>, faz um relato do acampamento que desde meados de outubro se montou na praça da Cinelândia, no Centro do Rio. O movimento, que começou a se articular em torno da chamada para uma movimentação global no último <a href="http://15october.net/" target="_top">15 de outubro</a> (conhecida como “15O”), trazia pautas como fim dos privilégios políticos, democratização dos meios de comunicação e políticas ambientais sustentáveis (notadamente contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no caso brasileiro). Bruno conta que a movimentação foi feita, a princípio, por jovens universitários de classe média, mas a medida que o acampamento se montava começaram a se aproximar moradores de rua, que passaram a ocupar as barracas a infra-estrutura montada. O processo gerou problemas como furtos, brigas e agressões, mas também evidenciou conflitos sociais muitas vezes negligenciados e trouxe uma maior reflexão à proposta do movimento em si, na avaliação do rapaz. Seu Sérgio, morador de rua acampado na Cinelândia, conta: “de 148 só tem 5 barracas na Cinelândia. A realidade está ali dentro, mas na minha opinião está errada”.</p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Mesa4_Maciel-da-OcupeRio-acho_Luca-Toledo-Mozzila_de-chapéu-Henrique-Antoun-UFRJ_DE-blusa-quadriculada-e-barba-Cesar-Migliorin-UFF_Bruno-Tarin-i-Motiro_Bruno-CavaOcupeRio-.jpg" rel="shadowbox[sbpost-5082];player=img;"><img class="alignleft  wp-image-5085" title="FESTIVAL DA CULTURA DIGITAL 2011" src="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Mesa4_Maciel-da-OcupeRio-acho_Luca-Toledo-Mozzila_de-chapéu-Henrique-Antoun-UFRJ_DE-blusa-quadriculada-e-barba-Cesar-Migliorin-UFF_Bruno-Tarin-i-Motiro_Bruno-CavaOcupeRio--1024x680.jpg" alt="" width="533" height="354" /></a>Maciel, outro militante do Ocupa Rio, avalia que é necessária uma política de transparência na gestão da coisa pública, evidenciando que muitos dos conflitos sociais hoje existentes são resultados da ausência do estado. Em sua opinião, praças em todo o mundo foram ocupadas baseadas na contradição do sistema capitalista e reivindica que todas as diferenças caiam por terra: “o problema não é falta de alimento, mas a falta de sensibilidade das pessoas”. Para ele, este é o grande grande êxito do Ocupa Rio, que conseguiu reunir pessoas de diferentes classes sociais, mesmo dentro de um ambiente conflituoso e enfrentando resistência externa inclusive do chamado “<a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=87137" target="_top">Choque de Ordem</a>”, uma operação especial do governo municipal cujo o objetivo é “pôr fim à desordem urbana” (ndr: descrição retirada do site da prefeitura). Ele conta que muitos transeuntes chegavam para saber mais do movimento e perguntavam se aquilo tudo não seria uma utopia, ao passo que ele respondia “Mas se não for isso vamos começar por onde?”. E conclui: “Temos que nos indignar a cada injustiça que se levantar diante dos nossos olhos, e agradeço o Ocupa Rio por não ter perdido a ternura”.</p>
<p align="JUSTIFY">O rapper cuiabano Linha Dura, da <a target="_top">CUFA de Cuiabá</a> e do <a target="_top">Fora do Eixo</a>, também participou do debate: “O que cultura digital tem a ver com as ocupações? A periferia ta agitada, quer entrar, quer ter acesso, Não se pode bloquear o acesso a informação”. Ele acredita que muitas vezes as favelas não conseguem ser auto-suficientes pela descrença na política: “A cada 30 reais que pago por um voto, é o nosso futuro que está sendo vendido. Não devemos esperar parados nossos direitos serem cumpridos, as redes não são só online, existem forças também offline. É preciso buscar leis não apenas no sentido de nos proteger, mas sim de juntar mais as vozes, pois o dialogo é importante”. Ele acredita que há vários novos atores nessa discussão política e conta que a CUFA de Cuiabá aprendeu muito com o diálogo e o desenvolvimento de tecnologias sociais junto com o circuito Fora do Eixo &#8211; o que levou a articulação em torno do Partido da Cultura, que reúne nacionalmente atores diversos em torno da discussão sobre políticas públicas para cultura.</p>
<p align="JUSTIFY">Ivana Bentes provoca: “O atual movimento global é fruto da crise da esquerda tradicional, por falta de imaginação no campo da própria linguagem”.<a href="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Mesa4_X_Gil_Mautner.jpg" rel="shadowbox[sbpost-5082];player=img;"><img class=" wp-image-5086 alignright" title="FESTIVAL DE CULTURA DIGITAL" src="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Mesa4_X_Gil_Mautner-680x1024.jpg" alt="" width="448" height="674" /></a></p>
<p align="JUSTIFY">A deixa é respondida por <a target="_top">Gilberto Gil</a>, embaixador do Festival, que esteve acompanhando atento a discussão desde o início: “O que vemos hoje são assimetrais subordinações de uns por outros, de subclasses por classes, de sub-homens por super-homens. A gente vê que o que permanece como tarefa é a continuação do interesse pela luta através das formas possíveis de confrontação, renovadas. É preciso considerar que apesar das novas ofertas aparentemente libertadoras dessas novas tecnologias, apesar de tudo isso, permanece a necessidade de vigilância e disposição pra lutar, tentar continuamente a atenuação, ou melhor, a eliminação possível dessa desigualdade. Trata-se de nadar contra esse rio da história, que traz tanta coisa indesejável, intolerável”. Ele acredita que o &#8216;hipercontrole&#8217; possibilitado pela tecnologia risca perpetuar estas assimetrias sociais: “A possibilidade do exercício pleno universalizado da democracia e do direito são questões que permanecem. Não podemos admitir um possível determinismo nas novas tecnologias, que por si próprias trazem uma possibilidade definitiva de redenção, por isso continuemos lutando, copiando, hackeando”.</p>
<p align="JUSTIFY">Sentado ao seu lado e igualmente atento ao debate, <a target="_top">Jorge Mautner</a> completa: “O Brasil é exemplo pro mundo, o Brasil tem essa característica. A estranheza da língua portuguesa levou a uma certa anarquia pacifista, que acredita na democracia e na cultura como avanço para a superação das contradições”. E conclui dizendo que o cumprimento dos direitos humanos, especialmente na internet, passa pela desobediência civil, como no acesso à pornografia e a cópia “pirata” de conteúdos.</p>
<p align="JUSTIFY">Bruno Tarin, ativista do coletivo <a target="_top">I-Motirõ</a>, acredita que vivemos hoje uma “crise das representações” e pergunta: “O que está em jogo hoje?”. Ele argumenta que a elite, seja ela cultural ou financeira, não se sustenta por si só, não tem capacidade de criação, e assim parte para um movimento de expropriação a partir de dois mecanismos básicos da política: a compra e a força. E acredita que o caminho é a criação de novas perspectivas e modos de vida: “Quando não dá mais pra segurar o poder, é preciso tentar se adaptar. E é a partir justamente de processos de criação que se pode fazer com que a elite chegue junto”.</p>
<p align="JUSTIFY">Pedro, participante da ocupação cultural Ipê e do movimento acampado na Cinelândia, relata que a convivência com moradores de rua tem trazido aprendizados que o fazem sentir um “filhinho de papai”, mesmo que não seja: “No início a maioria era da classe média, até que um dia não tínhamos mais água para beber, e instalou-se uma grande discussão: &#8216;agora, como fazer?&#8217;. Daí, um morador de rua entrou num bueiro e dez minutos depois eram garrafas e mais garrafas de água que era enchidas naquele buraco, o cara havia alcançado um dos canos que fazem a distribuição de água potável da cidade, algo que nenhum de nós poderia ter imaginado fazer”. Ele conta que essa forma de apropriação selvagem é também produtiva: “Tem gente que não tinha coragem de se aproximar de uma roda de conversa que hoje se vê falando meia hora durante uma assembleia, inclusive pra dizer que esse modelo de não rola. Tem assalto, tem briga, tem porrada, mas tem algo que nenhum movimento nem partido nunca deu conta, é um modelo de organização mais horizontal do qualquer outro que já vi na vida”. Ele aposta na reinvenção de formas e linguagens, e faz uma chamada aos coletivos hackers presentes no evento para conhecer o acampamento e colaborar na instalação de radio livres e streaming no acampamento.</p>
<p align="JUSTIFY">Taz, outro integrante do movimento Ocupa Rio, faz uma abordagem histórica da cultura de organização no país, o que em sua opinião muda a forma de relação coletiva na movimentação que vem se formando mundialmente: “A realidade do Rio não é a mesma de Wallstreet. É claro que não temos as mesmas formas de organização, de uso da tecnologia, somos índios”. Ele acredita que o movimento global dos indignados inova por passar “da preocupação à ocupação” e conclui fazendo um convite ao compartilhamento de ferramentas e metodologias de organização coletiva.</p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Mesa4_Linha-Dura-CUFA-MT-e-FdE-no-telão-do-streaming-do-Buraco-Cavernoso1.jpg" rel="shadowbox[sbpost-5082];player=img;"><img class="alignleft  wp-image-5087" title="FESTIVAL DE CULTURA DIGITAL" src="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Mesa4_Linha-Dura-CUFA-MT-e-FdE-no-telão-do-streaming-do-Buraco-Cavernoso1-1024x682.jpg" alt="" width="566" height="377" /></a>Ivana conclui o debate enfatizando o caráter simultâneo desse movimento: “As experiências contemporâneas mediadas pelo uso da tecnologia geram uma afetividade global, como é o caso da <a target="_top">TV Sol</a>, que transmitiu em tempo contínuo o acampamento na Puerta del Sol, em Madri, gerando um sentimento de comoção coletiva e compartilhamento da causa dos indignados”. Ela acredita que o momento agora é de mapear metodologias de organização e convivência: “A internet não é apenas uma ferramenta, cada um dos movimentos históricos revolucionários tiveram uma tecnologia junto da sociedade, e parece que certos movimentos hoje não entendem isso, quando vem procurar a cultura digital, vem atrás de ferramentas. O que precisamos hoje é potencializar estas redes espalhadas pelo mundo”.</p>
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		<title>Assista na íntegra a palestra de Heloisa Buarque de Hollanda no Festival CulturaDigital.Br em 2011
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 19:18:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabiagustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videos]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi um evento histórico: Heloisa Buarque de Hollanda explicou por uma hora e dez minutos no palco do Cine Odeon a sua relação com a cultura de rede, com a internet e os potenciais gerados pelas novas tecnologias. &#8220;Somos uma porção de velhinhos nesse universo. Como é que isso começou? Essa geração é claramente uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi um evento histórico: Heloisa Buarque de Hollanda explicou por uma hora e dez minutos no palco do Cine Odeon a sua relação com a cultura de rede, com a internet e os potenciais gerados pelas novas tecnologias. &#8220;Somos uma porção de velhinhos nesse universo. Como é que isso começou? Essa geração é claramente uma geração com DNA 1960&#8243;, disse ela logo na abertura de sua apresentação, entitulada &#8220;Por que os Velhinhos e os Nerds se encontram na Internet?&#8221;</p>
<p>Confira o vídeo completo:</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/43470082" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/43470082">Heloísa Buarque de Hollanda &#8211; Festival Internacional CulturaDigital.Br 2011</a> from <a href="http://vimeo.com/festivalculturadigitalbr">Festival CulturaDigital.Br</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>A apresentação usada por ela está disponível em: <a href="http://prezi.com/qrc442m4q7ob/juventude-de-60-na-internet/">http://prezi.com/qrc442m4q7ob/juventude-de-60-na-internet/</a></p>
<p>Mais sobre a Heloisa Buarque de Hollanda em: <a href="http://www.producaocultural.org.br/videos/heloisa-buarque-de-hollanda/">http://www.producaocultural.org.br/videos/heloisa-buarque-de-hollanda/</a></p>
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		<title>Festival reuniu 6 mil pessoas em mais de 115 atividades</title>
		<link>http://culturadigital.org.br/2011/12/festival-reuniu-6-mil-pessoas-em-mais-de-115-atividades/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 18:05:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Com a proposta de articular, reunir e dar visibilidade às ações de cultura digital em curso no Brasil e no mundo, o Festival Internacional CulturaDigital.Br transformou o MAM Rio em um grande laboratório durante três dias. A cenografia baseada em andaimes e espaços modulares já traduzia que a programação oficial e os eixos de atividades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proposta de articular, reunir e dar visibilidade às ações de cultura digital em curso no Brasil e no mundo, o Festival Internacional CulturaDigital.Br transformou o MAM Rio em um grande laboratório durante três dias. A cenografia baseada em andaimes e espaços modulares já traduzia que a programação oficial e os eixos de atividades previamente estipulados eram apenas um ponto de partida para o que poderia surgir espontaneamente do encontro de artistas, ativistas, pesquisadores, estudantes e interessados em política, tecnologia e cultura, no geral.</p>
<p>Durante os três dias, reunimos 6 mil pessoas de todos os continentes, que circularam entre os 11 Encontros de Rede, 16 apresentações em Visualidades, 52 projetos exibidos na Mostra de Experiências, 7 debates realizados na Arena, 8 palestras no Odeon Petrobras e cerca de 20 oficinas conduzidas entre o Laboratório, Ônibus Hacker e Espaço Multimídia e o show de encerramento com maestro Spok e músicos convidados. Outras tantas acompanharam tudo pela internet, por meio das transmissões ao vivo e dos relatos que se multiplicaram pelos mais diversos canais da rede.</p>
<p>Parte do que aconteceu no Festival estará disponível em vídeo neste site no começo do próximo ano. Estamos desde o final do encontro empenhados em juntar todo o material coletado por nós e por quem participou do Festival para que, a partir do registro, mais e mais pessoas possam ter acesso ao que foi discutido, criado, falado durante esses intensos dias à beira da Baía de Guanabara.</p>
<p>Como sempre ressaltamos, o Festival é um momento de consolidação e celebração de um processo, no qual o diálogo e a articulação contínua com as redes, pessoas e coletivos que participam dele é fundamental. Seguimos, então, em contato e rumo à construção do Festival 2012, que já está confirmado para o final do ano no Rio de Janeiro!</p>
<ul>
<li><a href="http://www.flickr.com/photos/festivalculturadigitalbr" target="_blank">Fotos dos três dias do Festival Internacional CulturaDigital.Br</a></li>
<li><a href="http://www.ustream.tv/recorded/18903392" target="_blank">Videos da cobertura colaborativa </a></li>
<li><a href="http://www.slideshare.net/Culturadigital/" target="_blank">Arquivos de apresentações de palestrantes do Festival</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Veja fotos, textos, tuítes e afins dos três dias do Festival!</title>
		<link>http://culturadigital.org.br/2011/12/todos-os-dias-de-festival/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 18:14:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucaspretti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[culturadigitalbr]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[mam]]></category>
		<category><![CDATA[rio]]></category>
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		<description><![CDATA[&#60;a href=&#8221;http://storify.com/culturadigital/todos-os-dias-culturadigital-br&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;&#62;View the story &#8220;TODOS OS DIAS CulturaDigital.Br&#8221; on Storify&#60;/a&#62;]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><script type="text/javascript" src="http://storify.com/culturadigital/todos-os-dias-culturadigital-br.js?border=false"></script></p>
<p><noscript>&lt;a href=&#8221;http://storify.com/culturadigital/todos-os-dias-culturadigital-br&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;&gt;View the story &#8220;TODOS OS DIAS CulturaDigital.Br&#8221; on Storify&lt;/a&gt;]</noscript></p>
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		<title>Como foi o segundo dia do festival</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 19:16:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucaspretti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
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		<description><![CDATA[Fotos, tweets, pitacos e provocações no segundo dia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><script src="http://storify.com/culturadigital/dia-2-culturadigital-br.js?border=false"></script><noscript><a href="http://storify.com/culturadigital/dia-2-culturadigital-br" target="_blank">View the story &#8220;DIA 2 CulturaDigital.Br&#8221; on Storify</a>]</noscript></p>
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		<title>Um dia na Mostra de Experiências</title>
		<link>http://culturadigital.org.br/2011/12/um-dia-na-mostra-de-experiencias/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 18:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano sensitivo]]></category>
		<category><![CDATA[dulcineia catadora]]></category>
		<category><![CDATA[mapa sonoro]]></category>
		<category><![CDATA[protei]]></category>
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		<description><![CDATA[Daniel Castro, monitor do streaming, relata os projetos apresentados na Cinemateca no 2o. dia de festival]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2011/12/foto-post.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4873];player=img;"><img src="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2011/12/foto-post.jpg" alt="" title="foto post" width="500" height="332" class="aligncenter size-full wp-image-4941" /></a><br />
Na cinemateca do MAM o dia foi majoritariamente das mulheres, foram elas que comandaram a maior parte das apresentações de experiências. Ao todo foram apresentados 22 projetos de 12 países diferentes.</p>
<p>O projeto Trans Europe Halles, da Holanda, se destaca como uma plataforma voltada para centros culturais de produção independente para que artistas, curadores, espectadores e interessados em geral entrem em contato entre si e troquem experiências.</p>
<p>Com seu aplicativo para Iphone, O Arte Fora do Museu, Felipe Lavignatti quer tornar mais acessível para o usuário as obras de arte que estão no meio da rua. A iniciativa inclui o grafite e todas as outras formas de street art, expressões artísticas de caráter mais permanente que as esculturas e instalações em geral, o que dificulta seu mapeamento. Mesmo assim, garante Felipe, o seu Iphone vai te avisar quando você estiver perto de um grafite interessante!</p>
<p>Simone Sá foi um dos retornos mais comentados do dia no Twitter. Seu projeto é nada menos do que um mapeamento sonoro do estado do Rio de Janeiro, buscando nos indivíduos os sons que estimulam a memória do espaço onde vivem.</p>
<p>Richard Vijgen, da Holanda, criou um site que simula um mapa com todo o conteúdo do extinto site Geocities. Nele o usuário pode navegar pelos arquivos e experimentar aquilo que o holandês definiu como uma identidade visual da internet no seu início. Uma autêntica arqueologia da internet, que mesmo tão recente, já tem muita história e revoluções pra contar.</p>
<p>O clímax do dia, entretanto foi Ricardo Ruiz que apresentou Cotidiano Sensitivo: Comunidades em Trânsito. Com muito bom humor, foi apresentado a intervenção urbana interativa que coleta dados ambientais em tempo-real e atua de forma a construir um ecosistema híbrido que reage com as intensidades do cotidiano urbano.</p>
<p>Katarzyna Molga, da França, também causou grande repercussão na rede com a apresentação do PROTEI. Um barco-robô auto-sustentável, que trabalha recolhendo a poluição de vazamentos de óleo. O projeto é desenvolvido com open hardware e open source, e outras modificações já estão sendo discutidas e implementadas por diferentes grupos no mundo.</p>
<p>O projeto Dulcineia Catadora é formado por artistas, catadores de material reciclável e suas famílias, grafiteiros e quem mais estiver interessado. Transformam papelão em livros que são pintados à mão. Ao contrário da produção industrial de livros, cada um dos exemplares produzido pelo projeto é um objeto único. Contando com a colaboração de artistas conhecidos e emergentes, o projeto mostra que um dos significados de tecnologia é trabalho manual e singularidade. E talvez seja o<a href="http://culturadigital.org.br/wp-content/uploads/2011/12/foto-post-dani.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4873];player=img;"><br />
</a> mais humano deles.</p>
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