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por Daniel Castro

Na cinemateca do MAM o dia foi majoritariamente das mulheres, foram elas que comandaram a maior parte das apresentações de experiências. Ao todo foram apresentados 22 projetos de 12 países diferentes.
O projeto Trans Europe Halles, da Holanda, se destaca como uma plataforma voltada para centros culturais de produção independente para que artistas, curadores, espectadores e interessados em geral entrem em contato entre si e troquem experiências.
Com seu aplicativo para Iphone, O Arte Fora do Museu, Felipe Lavignatti quer tornar mais acessível para o usuário as obras de arte que estão no meio da rua. A iniciativa inclui o grafite e todas as outras formas de street art, expressões artísticas de caráter mais permanente que as esculturas e instalações em geral, o que dificulta seu mapeamento. Mesmo assim, garante Felipe, o seu Iphone vai te avisar quando você estiver perto de um grafite interessante!
Simone Sá foi um dos retornos mais comentados do dia no Twitter. Seu projeto é nada menos do que um mapeamento sonoro do estado do Rio de Janeiro, buscando nos indivíduos os sons que estimulam a memória do espaço onde vivem.
Richard Vijgen, da Holanda, criou um site que simula um mapa com todo o conteúdo do extinto site Geocities. Nele o usuário pode navegar pelos arquivos e experimentar aquilo que o holandês definiu como uma identidade visual da internet no seu início. Uma autêntica arqueologia da internet, que mesmo tão recente, já tem muita história e revoluções pra contar.
O clímax do dia, entretanto foi Ricardo Ruiz que apresentou Cotidiano Sensitivo: Comunidades em Trânsito. Com muito bom humor, foi apresentado a intervenção urbana interativa que coleta dados ambientais em tempo-real e atua de forma a construir um ecosistema híbrido que reage com as intensidades do cotidiano urbano.
Katarzyna Molga, da França, também causou grande repercussão na rede com a apresentação do PROTEI. Um barco-robô auto-sustentável, que trabalha recolhendo a poluição de vazamentos de óleo. O projeto é desenvolvido com open hardware e open source, e outras modificações já estão sendo discutidas e implementadas por diferentes grupos no mundo.
O projeto Dulcineia Catadora é formado por artistas, catadores de material reciclável e suas famílias, grafiteiros e quem mais estiver interessado. Transformam papelão em livros que são pintados à mão. Ao contrário da produção industrial de livros, cada um dos exemplares produzido pelo projeto é um objeto único. Contando com a colaboração de artistas conhecidos e emergentes, o projeto mostra que um dos significados de tecnologia é trabalho manual e singularidade. E talvez seja o
mais humano deles.
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