Crédito: Pedro Belasco

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Um ônibus para chamar de seu

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por Thiago Carrapatoso

É um ônibus. E ele é hacker! O Ônibus Hacker será/é o transporte de hackers interessados em modificar a sociedade. Não precisa ser necessariamente focado em transparência pública (já que o veículo está ligado ao grupo Transparência Hacker, com cerca de 800 pessoas), mas a qualquer um que ache que seus conhecimentos e ideias podem alterar, modificar e melhorar a sociedade que vivemos. O ônibus surgiu da necessidade de espalhar a cultura de governo aberto e de transparência pelas cidades do Brasilzão que não estão no eixo principal SP-RJ-MG-DF. Ir para lá, ir para cá, levando na “garupa” diversos hackers que podem dar oficinas, mapear processos, abrir contas públicas e trazer o conceito de cidadania mais perto de comunidades que não acompanham o que seus governantes andam fazendo. Para angariar os fundos necessários para conseguir chamar um busão de meu, ops!, nosso, a comunidade entrou com um projeto na plataforma de financiamento coletivo Catarse. Foi uma forma democrática e, mais uma vez, coletiva de levantar os R$ 40 mil necessários para a compra, reforma e manutenção do que seria o primeiro busão totalmente hacker do país.   O sucesso da campanha foi tanto que se arrecadou R$ 18.593 a mais do que o estimado. Campanha, inclusive, muito bem produzida, com repercussão internacional e vários vídeos para ajudar a explicar os motivos de se doar seu rico dinheirinho para uma iniciativa que não tem algo muito bem definido.   Como assim nada “muito bem definido”? Calma, calma, é simples. O que o ônibus faz depende das pessoas que estão dentro dele. Se eu, jornalista, estou no ônibus, ele poderá fazer oficinas de escrita, apuração ou, até, como usar as redes sociais para divulgar seu trabalho. Agora, se eu, desenvolvedor, estou lá, o ônibus poderá dar oficinas de código aberto, como montar seu website ou como desenvolver robôzinhos que vasculham e formatam dados em sites governamentais. Tudo depende das pessoas que estão no ônibus. É por esse sistema orgânico e colaborativo que o Ônibus Hacker está no Festival CulturaDigital.BR. O que ele fará exatamente, só se saberá no dia do evento, mas até lá há projeções e ideias e vontades para ocupar o espaço. A comunidade Transparência Hacker está se articulando para fechar projetos para os dias do evento, no Rio de Janeiro. Uma das ideias é organizar o primeiro encontro internacional de transparência pública do mundo, tendo o “busão” como fonte e motivo para que os ativistas sobre a temática troquem experiências. O veículo não é apenas para fazer invasões hackers nas cidades (como você entende melhor nos vídeos acima), mas também é uma plataforma aberta para quem quiser fazer experimentações sobre transparência de dados, governo aberto, software e hardware livres. É por isso que ele é palco para iniciativas como essas. Uma outra atividade que pode acontecer será o mapeamento das áreas do Rio de Janeiro que o Google Maps simplesmente esqueceu de passar. Se você acha que o projeto do mecanismo de busca mapeou toda a cidade, está bastante enganado. Regiões como as favelas não fazem parte dos tão famosos mapas da empresa. O Google alega que é por falta de segurança na região e que muitas ruas são muito estreitas para o carro passar. Mas, se até as pessoas da Rocinha conseguem trafegar, por que o Google não poderia fazer um esforcinho e ir até lá? O Ônibus Hacker pretende (mas não é certeza, vai depender do interesse e de quantos participantes há) ir onde a empresa deixou e trazer um pouco mais de autoestima para a comunidade, já que finalmente ela também poderá ser encontrada em mapas que, teoricamente, servem para se achar na cidade inteira. As outras atividades estão, pouco a pouco, sendo compiladas em um wiki da comunidade de Transparência. Se você está interessado em fazer parte e dar sua ideia, sugestão: entre primeiro na lista de debate , conte o que você planeja e converse com os membros. Até agora, a ideia é montar 4 tendas ao redor do veículo e realizar diversas oficinas, em diversos horários. Mas tudo vai depender de sugestões que você der. Entre lá e faça parte!   Com a colaboração de Patrícia Cornills Foto: Pedro Belasco            

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