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Sesc- RJ recebe o projeto Mosaicos, para o Festival CulturaDigital.Br

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Entre 2 e 4 de Dezembro deste ano será realizado o Festival Cultura Digital.Br no Rio de Janeiro, que pretende reunir pensadores, produtores e criadores em palestras, debates,workshops e mostras culturais. O Festival acontecerá no MAM Rio e no Odeon Petrobras. Para aquecer a discussão, o SESC Rio realiza o projeto Mosaicos promovendo uma série de workshops e debates nos meses de Outubro e Novembro, e uma Mostra durante o Festival CulturaDigital.Br.

Após a realização de quatro Workshops, que ofereceram ao público a possibilidade de experimentar um processo de produção colaborativa no campo audiovisual, o projeto dá sequência às atividades durante a semana de 22 a 25 de Novembro promovendo o Encontros + Intervenções.

A proposta  é reunir jovens interessados em arte e tecnologia e novas formas de articulação política no Rio de Janeiro, estimulando a formação de redes. Serão 4 Encontros, cada um conduzido por diferentes artistas, produtores e pensadores ligados ao campo da cultura digital. Todos poderão ser acompanhados ao vivo pela página do facebook do projeto: facebook.com/mosaicodigital.

Durante os encontros o público poderá ainda interagir com o trabalho realizado nos Workshops, criando seus vídeos a partir do banco de imagens e sons desenvolvido neste processo.

Confira a programação detalhada abaixo:

Sustentabilidade em rede: experiências de cultura colaborativa

Dia 22 de Novembro, terça-feira, 18h-20h Sesc Tijuca (Rua Barão de Mesquita, 539) – Casa Rosa

O Coletivo Fora do Eixo promoverá um bate papo sobre suas experiências de organização e gestão em rede, puxado pelas #Femininas -Lenissa Lenza, Marielle Ramires e Carol Tokuyo. O Encontro conta ainda com a participação de Claudio Prado, da Casa de Cultura Digital, e colaboradores do Coletivo através de interação online. Projeções e intervenções musicais compõem a programação.

O Fora do Eixo é uma rede de trabalho formado por mais de 90 pontos em todo o país, realizando uma série de ações estruturantes com foco nos setores de comunicação livre,distribuição, circulação, linguagens artísticas, sustentabilidade, economia solidária e políticas culturais. Lenissa Lenza, Marielle Ramires e Carol Tokuyo são gestoras culturais, graduadas em comunicação e coordenam diversos projetos do Fora do Eixo.

Claudio Prado é produtor cultural e teórico da contracultura e da cultura digital. Foi coordenador da ação de Cultura Digital da Secretaria de Programas e Projetos doMinistério da Cultura entre 2004 e 2008, e hoje coordena a ONG Laboratório Brasileiro de Cultura Digital. Tem formação incompleta em pedagogia pela Universidade de Genebra, na Suíça, e em sociologia na Universidade de Surrey, Inglaterra. Fez parte nos anos 60 e 70 do movimento hippie e se envolveu com a produção de shows e festivais de música, como o Festival de Glastonbury e o primeiro Festival de Águas Claras, o“woodstock brasileiro”.  Produziu shows dos Mutantes e dos Novos Baianos nos anos 70 e sempre esteve ligado a Gilberto Gil e Caetano Veloso, desde a época em que os recebeu no exílio, em Londres. Fundou e dirigiu diversas produtoras e duas ONGs, Salve a Amazônia e Pró-Rio 92. É um dos fundadores da Casa de Cultura Digital.

Política hacker: transformando a política na rede

Dia 23 de Novembro, quarta-feira, 19h-21h Sesc Madureira (Rua Ewbanck da Câmara, 90) – Sala de Ciências

Debate e dinâmicas com a Esfera.Mobi, grupo membro da Transparência Hacker, provocando os participantes a refletirem sobre cidadania e participação politica em tempos de cultura digital.

A Transparência Hacker é uma comunidade com mais de 800 hackers e ativistas com foco nas transformações políticas possibilitadas pela internet. Os membros do grupo usam dados governamentais e tecnologias abertas para criar e implementar projetos de interesse público na internet. Para conhecer melhor o trabalho da Esfera.

Cultura digital: do que estamos falando?

Dia 24 de Novembro, quinta-feira, 15h-17h Sesc Ramos (Rua Teixeira Franco, 38) – Sala de vídeo

Mais do que um evento para exposição de ideias e projetos, o Festival CulturaDigital.Br é um momento de encontro de agentes da cultura digital brasileira com seus pares no mundo. São realizadores, produtores, ativistas que atuam na intersecção entre cultura,política e tecnologia, promovendo inovações em suas áreas. Rodrigo Savazoni – diretor geral do Festival – e o VJ Rafael Frazão vão receber o público do Mosaicos para debater as questões que estão mobilizando a produção cultural brasileira.

Rodrigo Savazoni é ativista e realizador multimídia, além de jornalista, quando lhe convém. É um dos criadores da Casa da Cultura Digital e Diretor-Geral do Festival Cultura Digital.Br, que já se chamou Fórum da Cultura Digital Brasileira. É mestrandona Universidade Federal do ABC e integra o Grupo de Pesquisa em Cultura Digital eRedes de Compartilhamento. Coordenou o documentário multimídia Cinco Vezes Cultura Digital, no qual está o curta-metragem Remixofagia – Alegorias de Uma Revolução, realizado em parceria com a Filmes para Bailar. É organizador do livroCulturaDigital.Br.

Rafael Frazão (Sócrates) é graduado em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é sócio da produtora Filmes para Baliar, que trabalha comconteúdo audiovisual nas linguagens do cinema, internet e também nas novas mídias. AFilmes para Bailar faz parte do Coletivo de empresas e organizações ativistas da cultura livre, Casa da Cultura Digital. O artista apresenta diversas experiências em projetos quehibridiza a arte com a tecnologia, como vídeo jokey, video-instalações interativas, video-mapping, e também já trabalhou com teatro e dança. Entusiasta da cultura livre, Rafael compôs a equipe de coordenação de projetos como o Cinco Vezes Cultura Digital, noqual também lançou recentemente o curta Remixofagia, alegorias de uma revolução.

Audiovisual e novas tecnologias

Dia 25 de Novembro, sexta-feira, 15h-17h Sesc Nova Iguaçu (Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá) – Sala Multiuso

Para fechar a serie de Encontros, contaremos com uma sessão exclusiva do longa­metragem Ressaca, acompanhada de um debate com o diretor, Bruno Vianna. O fio condutor do bate papo será novas estéticas e novas mediações no campo cinematográficocom o advento do digital.

Ressaca é um longa metragem de ficção no limite entre a performance e o cinema. O filme é composto de 130 pequenas sequências que não são pré-determinadas: a cada sessão o diretor escolhe ao vivo um conjunto de cenas e a ordem em que elas serão apresentadas. A essa montagem se soma uma performance musical ao vivo. Ressaca é editado com uma interface chamada Engrenagem: uma tela tátil de um metro de diâmetro que se situa ao lado da tela do filme, criada especialmente para o projeto. A história -reinventada a cada sessão -fala do período da hiperinflação do Brasil do ponto de vista de um adolescente.

Bruno Vianna é cineasta formado pela UFF. Seus filmes foram exibidos e premiados em diversos festivais no Brasil e no mundo. Em 2000, juntamente com a poetisa Orit Kruglanski, desenvolveu o projeto de literatura interativa para PDAs -PalmPoetry. O projeto foi selecionado para diversos festivais de arte eletrônica como Art Futura. Em 2005, realizou seu primeiro longa-metragem, Cafuné. O filme foi o primeiro longa comercial brasileiro a ser lançado simultaneamente em cinemas e internet, com uma licença Creative Commons. Em 2007 apresentou o projeto Invisíveis, no festival Arte.mov. Recentemente recebeu o prêmio VIDA da Fundação Telefónica da Espanha pelo projeto Liquid Satellite Garden. 

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